Autor: Lucas Sucena
lucas.sucena@okuscapital.com
Ainda
na metade do ano passado, a consultoria de investimentos Empiricus, a maior do
país, divulgou uma série de artigos, com o título “Fim do Brasil”, defendendo,
entre outros pontos, a tese de que o dólar entraria em um movimento muito
grande de alta. Nesta ocasião, ainda com a moeda americana cotada à R$2,20,
eles já defendiam o investimento no câmbio.
Passados,
tanto a eleição, quanto o processo no TSE e o ano de 2014, a Empiricus lançou
outra série de artigos onde ela demonstrava abertamente quais os pontos que
serviam de base para a tese de que o dólar subiria tanto. Entre os principais
pontos tinhamos: Inflação ficará bem acima do teto da meta, contas públicas
totalmente desajustadas, enfraquecimento no mercado de trabalho interno, Petrobrás
completamente destruída, Eletrobrás também destruída, indústria brasileira
diminuindo a cada dia e, sem falar no problema político, que já começava a dar
os primeiros sinais.
Oito
meses depois, muitos dos que os chamavam de loucos e antipatrióticos, se veem
hoje na obrigação de reconhecer que a empresa estava certa em suas opiniões. A
Consultoria Empiricus se consolidou ainda mais no mercado financeiro
brasileiro, ganhou relevância, e com isto, mídia, muitos clientes e muito
dinheiro.
O
dólar, hoje cotado na casa de R$3,60, tem total condições de bater a casa dos
R$4,00. Todas as “previsões” da Empiricus se mostraram verdadeiras. Deveremos
fechar o ano de 2015 com a inflação entre 9,3% e 9,5% no ano. Petrobrás e
Eletrobrás cada vez piores, sem falar de outras empresas. Desemprego assolando
o país e a crise política cada vez maior.
Tudo
isto interfere diretamente na economia e na desvalorização do real. Todos estes
fatores já ligam o alerta. Agora, junte a tudo isto o fato de que estrangeiros
estão cada vez mais desconfiados do Brasil. Com isto, cada vez mais, eles estão
tirando os investimentos, que vem em dólar, do nosso país. Pela lei da oferta e
demanda, quanto menor a oferta de dólar no país, mais raro ele fica, e com isto
se valoriza ainda mais frente ao real.
Quem
sabe, resolvendo a crise política que afeta o país, possamos passar por um
momento de estabilidade, posteriormente voltarmos a crescer e, por
consequência, valorizarmos nossa moeda frente à outras.
Podemos esperar as cenas dos próximos capítulos. Vale lembrar que as
opiniões aqui expressadas não refletem uma indicação de investimento, apenas
uma opinião particular.
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