Lucas Sucena
lucas.sucena@okuscapital.com“Pensar no passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. Esta frase foi escrita no século V a.C, por Heródoto, um historiador grego.
Séculos e séculos depois, todos nós deveríamos utilizar esta mesma concepção demonstrada por ele, mesmo tendo sido escrita tanto tempo atrás.
No colapso do sistema financeiro de 2008, que teve como ponto máximo a quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers (que era quase 4 vezes maior que o maior banco privado brasileiro) e o consequente pânico em Wall Street, o Brasil abriu mão de alguns pontos chaves que eram os pilares da política econômica no país e trilhou caminhos que não eram considerados os mais tradicionais. Na época, tudo aparentou ter dado certo e a “marolinha” passou, porém a conta está vindo agora.
Desde 2008, alguns pontos que devemos considerar vieram acontecendo de forma calma, já outros vieram em uma velocidade bem maior. O problema é que, a grande maioria destes pontos, independente da velocidade que vieram, foram negativos para a economia brasileira. Desde lá, o país adotou uma postura diferente, agindo com maior intervenção na economia, agindo de maneira assistencialista, dando o peixe ao invés de ensinar como pescar, mais parecido com o socialismo. Por outro lado, estimulou o consumo de maneira desenfreada, ao melhor estilo capitalista. Como resultado, hoje vemos a falácia das contas públicas brasileiras, resultados e mais resultados negativos, real cada vez mais desvalorizado em relação ao dólar, muitas empresas perdendo seu valor de mercado dia após dia, inflação muito acima do que foi estipulado como sendo o teto da meta, taxa de juros elevadíssima, desemprego crescente, perda da renda real das famílias, entre outros diversos pontos. Como tudo na vida, estamos pagando, no presente, o preço por algumas medidas e atitudes tomadas no passado, e estamos pagando caro por tudo isso.
Infelizmente, as últimas notícias continuam não sendo boas. Não existem sinais aparentes de melhora no curto e médio prazo. Tomara que isto mude, e rápido.
Alguns chamarão este artigo de terrorismo, antipatriotismo. Outros o chamarão de exagero. Eu o classifico como realidade. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos da novela “Incertezas do Brasil”
Economista, Sócio Diretor na Okus Capital Investimentos
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